Conheça seus direitos e deveres

A Universidade é um espaço de aprendizado, encontros, descobertas e convivência. E cada atitude faz parte dessa experiência. 

Por isso, na PUCPR, respeito e ética não são apenas valores. São compromissos que orientam a forma como convivemos e construímos esse espaço juntos. 

Uma Universidade mais segura e inclusiva também depende de você. 

Você sabe quando uma atitude ultrapassa o limite?

Nem toda situação é igual. Algumas envolvem questões de convivência, outras podem configurar infrações às normas da Universidade e, em determinados casos, também crimes previstos na legislação brasileira.

Entender esses limites ajuda a repensar as próprias atitudes e a reconhecer quando algo acontece com você ou com outra pessoa. 

Conheça as principais situações e saiba identificá-las: 

Respeitar as diferenças é parte fundamental da convivência universitária. Por isso, atitudes discriminatórias, ofensas de cunho racial e a divulgação de conteúdos preconceituosos não serão toleradas.  

Racismo, injúria racial e outras formas de discriminação podem configurar infrações disciplinares e também crimes. Isso inclui situações motivadas por xenofobia, misoginia, homofobia, transfobia, capacitismo, etarismo ou outras formas de preconceito. 

Na legislação brasileira, a Lei nº 7.716/1989 trata dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, enquanto a Lei nº 14.532/2023 tipifica a injúria racial como crime de racismo. 

Uma brincadeira deixa de ser brincadeira quando humilha, ameaça, expõe ou fere outra pessoa. Seja presencialmente ou no ambiente digital, o respeito deve orientar a forma como nos relacionamos. 

Ofensas, ataques pessoais, desqualificações, exposição vexatória, injúria, difamação e ameaças podem configurar infrações disciplinares e, em determinadas situações, também crimes. 

Nesses casos, o Código Penal prevê crimes como difamação (art. 139), injúria (art. 140) e ameaça (art. 147), protegendo a honra, a dignidade e a segurança das pessoas. 

Respeitar os limites e o consentimento é indispensável em qualquer relação.  

Importunação sexual, assédio, constrangimento e outras condutas de natureza sexual não consentidas são situações graves que podem configurar infrações disciplinares e crimes. 

A legislação brasileira reforça essa proteção: o Código Penal tipifica, entre outras condutas, a importunação sexual (art. 215-A) e o assédio sexual (art. 216-A). 

A responsabilidade acadêmica também inclui agir com honestidade e garantir a veracidade das informações e dos documentos apresentados à Universidade. 

Apresentar atestado médico falso, alterar histórico escolar, adulterar documentos acadêmicos, falsificar ou utilizar documentos falsos são condutas graves que podem configurar infrações disciplinares e crimes. 

Nesses casos, o Código Penal prevê diferentes crimes relacionados à falsificação e ao uso de documentos falsos, nos arts. 297 a 304. 

Aprender também significa assumir responsabilidade pelo próprio processo de formação. 

Plágio e uso de produção intelectual de outra pessoa sem a devida referência podem violar direitos autorais e configurar crime, conforme previsto no art. 184 do Código Penal. 

Já a cópia total ou parcial de trabalhos e o uso de meios não permitidos para obter nota, frequência ou conceito podem configurar infrações acadêmicas. 

Por isso, agir com integridade vai além de cumprir uma regra: é parte da formação acadêmica, profissional e pessoal. 

A Universidade é um espaço coletivo. Por isso, a forma como cada pessoa utiliza e compartilha esses ambientes interfere na experiência de todos. 

Descumprir regras de convivência, perturbar atividades acadêmicas ou administrativas, promover jogos de azar ou realizar atividades incompatíveis com a missão institucional pode configurar infração disciplinar. 

Do estacionamento à sala de aula, respeitar as regras e as pessoas ao seu redor contribui para um ambiente melhor para todos. 

Cuidar da Universidade também significa preservar os espaços e a segurança de todas as pessoas que fazem parte dela. 

Danos ao patrimônio, porte de armas ou objetos que representem risco à comunidade, participação em trotes violentos ou constrangedores e uso ou distribuição de substâncias ilícitas no ambiente institucional são condutas graves.  

Além de infrações disciplinares, dependendo das circunstâncias, essas atitudes também podem configurar crimes. É o caso, por exemplo, do dano ao patrimônio, previsto no art. 163 do Código Penal.  

O uso da tecnologia também exige respeito aos limites e à privacidade das outras pessoas. 

Utilizar o celular de forma inadequada durante as aulas, assim como filmar, fotografar ou divulgar imagens de outras pessoas sem autorização, pode infringir as regras da Universidade. Antes de registrar ou compartilhar, é importante considerar o impacto dessa atitude sobre quem está do outro lado. 

Além das normas institucionais, essa proteção também está prevista na legislação: a Constituição Federal (art. 5º, X) e o Código Civil (arts. 20 e 21) protegem o direito à imagem, à intimidade e à vida privada. 

Ações que fazem a diferença 

Construir uma Universidade mais inclusiva é um compromisso de todos os dias. 
Por isso, ao longo do ano, a PUCPR desenvolve iniciativas que promovem diálogo e acolhimento sobre temas importantes para toda a comunidade acadêmica. 
Conheça algumas delas: 

Aconteceu alguma coisa e você não sabe como identificar?

Você não precisa saber o nome da infração para buscar orientação. Responda algumas perguntas e veja uma indicação inicial de como proceder.

Saiba onde buscar ajuda

A PUCPR conta com diferentes canais para ouvir você e indicar os próximos passos.

Ouvidoria PUCPR

Canal institucional para registrar manifestações sobre situações que precisam ser analisadas e encaminhadas pela Universidade. 

PUCPR Acolhe

Espaço de acolhimento e orientação para situações sensíveis que, mesmo quando não configuram uma infração ao Regimento, merecem atenção e cuidado.