Relembre da excursão realizada pelo LabClima com crianças da Vila Torres, em novembro de 2022.
Na tarde da última quarta-feira (09.11.2022), 51 alunos, de 7 a 13 anos de idade, e mais 8 professore e inspetores da Escola Municipal Noely Simone de Ávila e das ONGs Organização de Desenvolvimento do Potencial Humano (ODPH) e Passos de Criança foram conhecer a nascente do Rio Belém. A atividade iniciou às 14h e terminou às 16h30. Dois ônibus transportaram todos os participantes.
Nos ônibus, durante a ida, foi entregue às crianças um mapa da bacia do Rio Belém e, a partir dele, foi feita uma dinâmica de perguntas para que elas reconhecessem os lugares que iriam visitar, a Vila Torres, e também outros parques de Curitiba.
O primeiro destino foi o Parque Nascentes do Belém, no bairro Cachoeira, onde se encontra a nascente. Lá, o professor André Turbay explicou que o rio nasce pequeno, e, quando chega na Vila Torres, onde muitas das crianças moram, ele já está maior. Junto a isso, os pequenos aprenderam a função de proteção sobre o rio que o parque tem.
Após a visita à nascente, o grupo seguiu para o Parque São Lourenço. Neste local, existe uma barragem do rio Belém que forma um lago rodeado de vegetação. As crianças apreciaram a diversidade da fauna nativa, principalmente as aves. A diferença na qualidade da água do parque em relação ao centro da cidade, onde a contaminação é visível, também foi enfatizada. No parque, foram oferecidos sanduíches, frutas e sucos para o lanche dos pequenos e seus acompanhantes. Lá eles também se divertiram brincando no parquinho. No caminho de volta os alunos ouviram o professor Turbay explicar por que o rio corre sob certas ruas onde foi canalizado.
“Eu vejo as crianças, com essa vivência, entrando em contato com outros espaços da cidade e aprendendo a importância de perceber que, na nascente, a água está limpa e lá [Vila Torres] a água está poluída”, disse Maria de Lourdes Barreto, educadora ambiental das Escola Municipal Noely Simone de Ávila, que estava acompanhando os alunos da escola. O colégio fica bem próximo de uma das áreas do rio afetadas pela poluição. “Então, fazendo esses contrastes, essas reflexões, para eles, é um aprendizado muito grande que levam para a vida. Eles também constroem esse vínculo afetivo com os espaços da cidade e o cuidado com a natureza. que já é algo que a gente trabalha na escola”, complementa.
